Demência, rivotril e o dia de nada.

Hoje é dia de nada. Não; mas isso não é possível, ainda mais em uma segunda-feira, como é que você pode vir me dizer uma coisa dessas. Eu vejo como dia de nada, não o dia do nada – que também poderia existir e seria ótimo (em um país como o nosso de tantos feriados, comerciais, dias festivos, religiosos etc). E não se preocupe que ainda estou pensando muito bem, mesmo apesar dos anos e anos me servindo de um remédio que só vim a descobrir agora que o mesmo pode me causar demência. Desassisado, o remédio ajudou bastante na época em que fazia hemodiálise (agora consegui um transplante, alô, alô Mary Shelley e Frankenstein) e , tinha uma casa e um trabalho pra tocar, e por aí vai, mas quiseram os bons “anjos” que isso não acontecesse por acaso.

Agora já, um pequeno lapso de tempo depois – quem sabe aos poucos vou contando os acontecimentos, revivendo esse passado próximo que literalmente quase acabou comigo. Ah! e ia me esquecendo que além de tudo, perdi também quatro anos do que havia escrito, realmente é de endoidecer. Mas a vida tem dessas coisas, e o que se há de fazer. Mas mesmo assim “não se assuste pessoa, se eu lhe disser que a vida é boa.”

Arte: Wesley Duke Lee

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