Companhias que me levam pra cama

Hoje praticamente não cai da cama, fui derrubado. Siderado sem motivo aparente, nenhum sonho estranho, insônia, ou pesadelo.Tal fato talvez se deva a série de cervejas que bebi ontem, mas o incrível é que apesar destas não estou de ressaca.

E agora por aqui, com White Stripes na vitrola às seis da manhã, me lembro que gostaria de me enterrar um pouco nos livros do Dalton Trevisan (o maravilhoso vampiro de Curitiba), ou do Glauco que me faz lembrar de Borges (devido a sua cegueira). Vários livros de Poesia abertos sobre a mesa, mas no momento sem vontade de ler nenhum. O mundo deve ser feito de liberdade e vontades. Contudo sem nenhuma alusão a querido Schopenhauer.

Mais uma vez o maldito Notebook quebrou, concerto, conserto, consumo, consumo. Lá se vai mais grana, tutu, cobre. Nascer para consumir é padecer frente a vitrines e ostentação insana. O nada levando a lugar nenhum.

Acho que vou voltar pra cama tentar sonhar com Alice de Carroll, afinal de contas até Oscar Wilde era fã dele, e então você se pergunta: Precisa-se de melhor companhia?