De repente aconteceu na lembrança

Primeiro o desmaio, depois o susto; e num pequeno espaço de tempo lá estavam homens e mulheres em um corredor branco, de luzes mais brancas ainda. Outro susto. Onde será que estou! Com toda certeza desconfiava, mas tinha que me certificar com alguém.

Não havia relógio no corredor, mas eu sabia que era hora do rush, não somente pelo barulho dos carros lá fora, mas também pelo fato de antes de chegar ali, ter visto esses carros, além de pessoas afobadas, correndo de um lado para outro atrás de um ônibus, ou qualquer outra condução, para provavelmente voltarem para casa, ir para a faculdade, escola etc.

O lugar em que me encontrava, ficava perto de casa, e também perto de uma igreja; esta a qual não sabia que ficaria praticamente dois meses admirando-a. Por mais dedicados que fossem os homens e mulheres de branco, a experiência não foi das melhores, e nunca conseguirei vivenciá-la assim. Exames, remédios, agulhas e toda uma sorte de artefatos que o levam cada vez mais a uma tristeza longa e demasiada.

Silêncio; o lugar deve ser silencioso em contraste com os gritos de dor das mais variadas tonalidades e nuances. Gritos curtos, berros, clamores, uivos e rezas, a toda hora, todo dia, apesar do empenho e diligência dos homens e mulheres de branco. Se você já passou por um lugar assim, esqueça tudo o que foi lido, e principalmente os vestígios que subitamente possam surgir na memória.

 

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