Há quanto tempo!

Realmente fico impressionado com a quantidade de tempo que estive longe daqui, e não deveria ser diferente. Óbvio que as circunstâncias não podiam ser das melhores, afinal um transplante não é qualquer coisa assim, como hoje me encontro sem nenhum controle sobre a mão esquerda que treme mais do que vara verde. Mas o que se há de fazer até o Inácio (de Loyola Brandão) tinha a sua veia bailarina e o Marcelo (Rubens Paiva) também não ficou lá muito bem ou melhor, cem por cento.

Aliás acho que toda pessoa quando passa por um processo que acredito que para eles também tenha sido traumático, nada mais correto pensar de que nunca mais seremos os mesmos. Mas afinal de contas para que continuarmos sendo os mesmos. A vida sempre exigira mudanças, quer queiramos ou não, algumas são para melhores, e outras nem tanto. mas o que se há de fazer, não sou eu nem você que manda nesta joça toda então…

Talvez o máximo que possamos fazer (e com certeza o mais necessário) é continuar levando a vida da melhor maneira possível, com flores e belos caminhos a construir, mas sem ser piegas, apenas tendo consciência do quanto somos fortes e amados por alguns.