Plínio Marcos e a memória.

Hoje estava me lembrando de quando me encontrei com o Plínio ( Marcos ) a noite no Bixiga. Como sou um pouco distraído nem tinha reparado que caminhava em minha direção. Ele estava divulgando o livro Madame Blavatsky ( Teatro, Edição do Autor, 1985, pocket book ). Com a gentileza que lhe era peculiar me ofereceu um exemplar autografado ( o qual tenho até hoje ).

Ficamos por ali naquela rua do Bixiga batendo papo por mais de quarenta minutos, falando sobre tudo e todos, e a quantas ia o nossa tão sofrida cultura, sem apoios governamentais, sem dinheiro, praticamente sem lenço nem documento. Como estava em uma de minhas andanças etílicas de fim de semana e fuga do mundo ( afinal era na época um adolescente sempre em busca – like a rolling stone ) acabei me esquecendo de convidá-lo para bebermos algumas biritas.

Hoje já não bebo mais e também nem fumo ( não que o Drauzio Varella seja o responsável por isso ) mas, porque perdeu a graça e também por causa da minha atual frágil saúde. Saúde que queimou sua lenha no Bixiga ( dentre tantos outros lugares fantásticos da época – décadas de 80 e 90 do insano século XX ) em conversas as vezes intermináveis com muita gente boa.

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