Novembro, o frio e o esquecimento.

Desde novembro do ano passado, quando descobri que meus rins não funcionavam mais, sempre sinto frio. Mesmo que seja em dias razoavelmente ensolarados e quentes.

O mais engraçado de tudo é que sempre gostei mais do frio, e quando criança não via a hora do inverno chegar. Agora porém não vejo a hora do inverno partir, principalmente pelo fato de agora minha saúde ser muito mais frágil.

Não tenho como não me solidarizar com Kafka, cuja saúde também não era lá essas coisas. Não tenho também como não deixar de pensar no sufoco que passou o Loyola Brandão ( o Inácio ) com sua “Veia Bailarina”.  E quase ia me esquecendo do Caio Fernando Abreu quando ficou internado no Emílio Ribas sofrendo ( mas sempre firme e cheio de esperança) com a Aids ( que inclusive até hoje não tem cura, mas muita gente se esquece ).

Mas talvez o esquecimento seja bom ( claro que não no caso das doenças crônicas ou terminais obviamente ) pois, ele nos faz lembrar das ocasiões em que acreditamos mais em céu bem azul e raios de Sol brilhando sobre as flores que ficam exalando suas magníficas fragrâncias, aromas de amor e esperança, e nos fazem pensar por um minuto que ainda existem crianças nas praças brincando, dando comida aos pombos e sendo felizes.

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